Um dos trabalhos mais antigos do mundo é o do profissional de medicina, cuja importância ninguém seria capaz de negar. Ao mesmo tempo, é preciso entender que existe um perfil de pessoas que já nascem inclinadas para esse universo.

A questão econômica, por incrível que pareça, não é necessariamente a mais determinante, já que o acesso ao ensino superior tem aumentado, além de que frequentemente surgem casos de pessoas que superaram todas as adversidades e se fizeram médicas.

No caso, se a pessoa identifica sua vocação já por volta da escola ensino fundamental, vai ficar ainda mais fácil canalizar todos os seus esforços no sentido de fazer uma faculdade de medicina. As bolsas e auxílios governamentais também entram nessa fórmula.

Seja como for, entender melhor o contexto e o conceito da prática médica, bem como a rotina desses profissionais e até os vários segmentos que existem na área são tópicos que podem ajudar qualquer pessoa a se orientar no mundo da medicina.

Lembrando que a questão vocacional é um desafio para qualquer um, independentemente de idade ou se as inclinações apontam para área da saúde, de outras ciências humanas ou mesmo das ciências exatas (que, aliás, também contribuem para a medicina).

Por isso decidimos escrever este artigo, trazendo aqui todos esses elementos que podem ajudar na melhor compreensão do tema. Para isso, basta pegar um caderno de anotacoes personalizado e tomar nota dos pontos que vamos abordar adiante.

Medicina: como ela surgiu?

Falar do surgimento da medicina é falar da própria condição humana, já que mesmo povos primitivos enfrentavam o problema das doenças e dos acidentes que demandam uma intervenção de cunho médico.

O fato, porém, é que antes essa intervenção não era vista pela ótica da ciência ou de uma técnica meramente humana, mas sim, como algo permeado de crenças e fantasias.

Foi apenas na Grécia antiga, no século V a.C., que a medicina foi normatizada pela primeira vez. Isso ocorreu graças a Hipócrates, que viveu entre os anos 460 e 377 a.C. e é considerado o pai da medicina até os dias atuais.

Claro, essa “normatização” ainda não significava todo o aparato moderno que temos hoje, seja no sentido mais abrangente de uniformes profissionais ou no sentido tecnológico, já que à época, os recursos ainda eram escassos.

Na verdade, eles se limitavam em grande medida ao uso de plantas e elementos da natureza, embora já incluíssem tratamentos fisioterapêuticos, baseados em exercícios e esforços do corpo.

Além disso, Hipócrates criou os primeiros manuais de medicina, que já ajudavam a diagnosticar doenças como:

  • Malária;
  • Pneumonia;
  • Papeira;
  • Tuberculose.

Além de outras doenças e lesões que já eram comuns à época, algumas das quais já não existem hoje. De qualquer modo, contribuições enormes foram a de tirar os domínios da medicina da superstição, e o seu famoso juramento.

Com isso, Hipócrates fundava dois pilares que ainda permanecem: o da medicina como técnica científica e o devido suporte ético que a prática demanda.

Jovem médico bonito em uma túnica médica com estetoscópio Foto gratuita

A medicina moderna e o mercado

Não é possível separar a medicina moderna enquanto campo de estudo e de avanço tecnológico do próprio mercado de trabalho, que envolve desde esforços acadêmicos até a própria atuação clínica e cirúrgica dos profissionais da área.

De cara, essa distinção é interessante uma vez que faz lembrar que alguém que estuda medicina também pode, futuramente, especializar-se em pedagogia e tornar-se professor. É a famosa diferença entre os cursos de bacharelado e de licenciatura.

Na verdade ela existe em todas as áreas, seja um médico ou um profissional de TI, que pode aprender a engenharia de controle de acesso biométrico para depois tornar-se um engenheiro da área, ou virar um professor, garantindo a continuidade da disciplina.

Fora das universidades, o mercado médico também é bastante vantajoso e amplo, podendo incluir várias frentes, por exemplo:

  • Consultório próprio;
  • Hospitais públicos;
  • Hospitais particulares;
  • Clínicas conveniadas;
  • Grandes empresas;
  • Clubes esportivos.

Lembrando que no Brasil a rede pública ainda encontra uma demanda muito alta por profissionais. Segundo o próprio Conselho Federal de Medicina (CFM), regiões como norte e nordeste ainda têm carência de profissionais mais específicos.

Ou seja, embora as emergências tenham certa cobertura, campos como os de neurologia, de cirurgias de alta complexidade e outros ainda precisam de material humano.

Entenda as especializações

Não é possível falar do perfil profissional dos médicos e médicas sem mencionar a questão das especializações, que vem logo após a história da medicina e o seu mercado moderno.

Esse ponto comprova que, além dos vários nichos de atuação listados acima, também é possível catalogar a atuação médica com base na especialização do profissional.

Aqui a lista se mostra ainda maior, até porque surgem novos campos de formação e atuação constantemente. Exemplos de inovação são a musicoterapia e a naturologia.

Também há casos de soluções que já existiam, mas se disseminaram muito mais nos últimos anos, como a quiropraxia (tratamento da coluna), as terapias ocupacionais como um todo e a saúde coletiva ou do trabalho.

Basta imaginar um profissional da operação fabril de produtos como armario de aco de escritorio, que lida com matéria-prima do setor extrativista e com trabalhos mais pesados. A demanda deles por profissionais dessa área é bem maior.

Seja como for, há outros setores que são mais tradicionais e podem atrair qualquer profissional que identifique um perfil voltado para a medicina. São eles:

  • A ginecologia, a geriatria e a genética;
  • As áreas de patologia clínica;
  • A cardiologia, a urologia e a neurocirurgia;
  • As áreas de psiquiatria e pediatria;
  • A medicina sanitária e a dermatológica.

Enfim, essa simples catalogação já nos faz lembrar de como é fundamental o papel dos médicos e médicas na nossa sociedade.

Por esse motivo, há tantas alternativas que o próprio Governo Federal procura como modo de tentar disseminar o sistema de saúde, dando maior assistência e amparo para todos.

O perfil do estudante do profissional

A medicina é tradicionalmente conhecida (até por influência de filmes e séries célebres que giram em torno desse universo) por ser um segmento encantador, nobre e extremamente desafiador.

Assim, ninguém ignora que um médico ou médica é alguém que precisa gostar de pessoas, de estudar, de se comunicar. Mas também há outros fatores essenciais, como ter equilíbrio emocional, entre outros que vamos detalhar abaixo:

1. Estudo e disciplina

Quando estamos na creche e pre escola, ainda não existe propriamente uma rotina de estudos, mas apenas atividades lúdicas e orientações introdutórias às letras e números.

Porém estudamos para um vestibular de medicina, o esforço é enorme. As indicações são de que é preciso estudar de 8 a 10 horas por dia para conquistar a aprovação.

Depois de ingressar, o empenho só aumenta. Além disso, mesmo com o diploma em mãos, a medicina é um dos segmentos que mais avança diariamente, então é preciso continuar fazendo cursos, palestras e reciclagens.

2. Concentração e criatividade

Não é preciso ser médico para imaginar que qualquer deslize desse profissional pode levar, tragicamente, ao óbito de outras pessoas.

Desse modo, é preciso ter muita concentração, seja nos estudos ou nos objetivos de ser um excelente profissional em sua própria área.

A criatividade vai ao encontro disso e do que falamos acima: você precisa ser esforçado e ter a humildade de continuar aprendendo.

De fato, um médico de décadas em seu trabalho pode precisar de um caderno brochura personalizado para anotar e aprender coisas novas em um workshop do ramo da medicina.

3. O papel da comunicação

Não é possível imaginar um médico que não goste de conversar, de conhecer pessoas, de querer entender o que os outros falam.

Aliás, só para começar a investigar uma doença ele já precisa das descrições que o paciente faz dos próprios sintomas. 

Então, não pense que apenas professores ou psicólogos precisam gostar de falar, pois os médicos de todas as áreas têm na comunicação uma ferramenta de trabalho.

4. O poder da empatia

Por fim, quando se fala em equilíbrio emocional, é preciso fazer uma observação.

Todo médico precisa de equilíbrio, por isso faz exercícios de dessensibilização, pois se ele for muito “sensível”, isso atrapalhará em sua própria prática.

Contudo, essa dessensibilização não pode chegar ao ponto da falta de empatia, ou então o próprio ideal da medicina estará seriamente comprometido.

Por exemplo, se não tem como um engenheiro que desenvolve um novo tipo de computador completo não gostar de números e de tecnologia, também não tem como um médico não ser capaz de se colocar no lugar do outro.

Assim, trata-se de encontrar o caminho do meio, como um equilíbrio perfeito entre a dessensibilização técnica e a empatia como uma solidariedade humana.

Considerações finais

Entender melhor qual é o perfil exato do profissional de medicina, bem como a história, o mercado, sua atuação no dia a dia e as especializações dessa área da saúde é algo encantador.

Com os conceitos e conselhos que trouxemos aqui, qualquer um vai poder entender melhor esse universo, seja para estudos próprios ou para definição vocacional.
Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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