Com as inúmeras mudanças ocorridas no mercado de trabalho nos últimos anos, muita gente decidiu se transformar em microempreendedor individual (MEI) em diversas áreas, como desde a abertura de um Pet Shop até a venda de bolos em potes, passando pelo artesanato, entre infindáveis negócios.

Com várias facilidades e possibilidade de benefícios existentes no INSS, ser MEI é uma excelente opção para combater o fantasma do desemprego.

E você, quer aprender os passos para se formalizar? Então, venha com a gente e fique bem informado sobre o assunto. 

O que é microempreendedor (MEI)?

O microempreendedor é um profissional que conduz o próprio negócio, com um rendimento fixo por ano, podendo contratar um funcionário. 

Trata-se de um registro criado pelo Governo Federal para profissionais que atuavam na informalidade, sem a obtenção de benefícios existentes na Previdência Social, como auxílio doença, maternidade ou a possibilidade de aposentadoria.

Outra vantagem é que os financiamentos ficaram mais acessíveis, fazendo com que muita gente crescesse em seus ramos de atuação. Afinal, são mais de 400 modalidades de serviços registradas no sistema.

Existente desde 2009 na prática, o MEI já faz parte da realidade de mais de 8 milhões de trabalhadores que agora podem emitir notas fiscais, conquistando assim muitos clientes. E o melhor: com o pagamento de um valor acessível.

Como funciona o MEI?

O MEI é uma formalização que pode ser realizada no Portal do Empreendedor por meio de um cadastro com o número do CPF, endereço e telefone, indicando a atividade que será exercida.

Com ele, o recolhimento dos impostos é unificado por meio do Simples Nacional, com isenção dos impostos federais, tais como Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL.

Assim, o pagamento é correspondente a uma taxa que varia de R$ 50,90 a R$ 55,90 mensal, correspondente ao Imposto sobre Serviço (ISS), ICMS, e 5% voltado à aposentadoria pelo INSS. 

Após o cadastro, o profissional precisa fazer uma inscrição no setor tributário da cidade onde atua, abrindo espaço para a emissão de notas fiscais por meio do sistema eletrônico nos sites das prefeituras. 

Todo o processo pode ser feito no Sebrae, que oferece uma consultoria totalmente adequada para quem está começando a empreender.

microempreendedor

Quem pode ser um microempreendedor? 

Pessoas que atuam na informalidade, sem carteira assinada, podem se tornar um microempreendedor. Atualmente, a maior concentração é de jovens dos 31 aos 40 anos, faixa etária que atinge 31% dos cadastrados.

Só não pode se tornar MEI quem for servidor público, pensionista, estrangeiro sem visto permanente ou titular de outra empresa.

Assim, qualquer pessoa pode ser um microempreendedor individual, inclusive quem é empregado CLT. Nesse caso, o MEI perde os direitos trabalhistas existentes nas normas da Consolidação das Leis do Trabalho, como FGTS, PIS e seguro-desemprego, o que afasta grande parte da formalização.

É importante informar que quem faz o MEI quando está recebendo o seguro-desemprego perde o benefício, assim como o auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez.

Outra exigência do MEI é que o faturamento seja de até R$ 81 mil por ano ou de R$ 6.750 mensais.

Além disso, o microempreendedor precisa emitir um relatório mensal referente às receitas, com o objetivo de simplificar o controle fiscal, emitindo notas com os valores das vendas ou prestações de serviços para outras empresas. 

Como ser um microempreendedor? 

A primeira dica para quem quer ser microempreendedor é dominar alguma área sobre vendas de produtos ou prestação de serviços.

Dessa maneira, você pode ser um excelente artesão, redator, fotógrafo, cerimonialista, chefe de cozinha, produtor cultural etc. Após conhecer suas habilidades, é preciso fazer o cadastro no Portal do Empreendedor para efetuar a formalização.

Dentro da realidade de um MEI, é válido você sempre buscar capacitações e treinamentos que estejam sintonizados com o segmento de escolha, aspecto importantíssimo para obtenção do sucesso. 

Outra dica é se informar adequadamente antes de preencher os dados. No Sebrae, sempre há técnicos capacitados para ajudá-lo nessa empreitada.

Atualmente, milhões de microempreendedores estão conquistando espaço no mercado de trabalho em razão da dedicação, criatividade, inovação e vontade de vencer.

Quais são os cursos para ser microempreendedor? 

Tendo em vista que muita gente está deixando a informalidade, além de existir a problemática do desemprego, principalmente com a crise do coronavírus, há muitos cursos para quem pretende ser microempreendedor, com foco em uma boa administração. 

Feitos online, eles são ministrados por profissionais do Sebrae e ajudam imensamente quem está nessa etapa da vida, principalmente jovens que anseiam pelo sucesso.

Entre os indicados, podemos citar o projeto SEI, que inclui seis cursos: SEI comprar, SEI vender, SEI empreender, SEI controlar meu dinheiro, SEI planejar e SEI unir forças para melhorar.

Além desses, o Sebrae ainda oferece muitos outros cursos, tais como:

  • MEI – tudo que você precisa saber para usufruir desse incentivo;
  • MEI na prática;
  • MEI – primeiros passos para a sustentabilidade nos negócios;
  • Controles Financeiros para MEI.

Você pode optar ainda por cursos técnicos ou MBA para quem concluir primeiramente a faculdade.

Como é o mercado de trabalho para o microempreendedor?

O mercado de trabalho para quem coloca o empreendedorismo em prática é bem amplo, pois todas as atividades humanas podem se transformar em negócios.

Assim, se você é bom na elaboração de velas artesanais ou sabe fazer marmitas fitness, pode conquistar clientes e fidelizá-los, gerando renda e presença de mercado.

Inclusive, o cenário atual está totalmente favorável para quem é um microempreendedor, principalmente por meio da internet como propulsora das vendas ou prestações de serviços.

A dica é sempre fazer um planejamento antes de começar em qualquer atividade e investir na capacitação como deixamos claro anteriormente. Dessa forma, você estará preparado para encarar qualquer cenário, sempre oferecendo produtos ou serviços de qualidade.

Como as empresas estão dando preferência para quem é Pessoa Jurídica, quem é microempreendedor consegue obter várias oportunidades. Assim, é possível combater o desemprego com boas ideias e inovações seja em uma startup ou na venda de algo em um e-commerce.

O brasileiro é um empreendedor nato e tem excelentes projetos sendo colocados em prática. Como a formalização é gratuita, com baixos custos ao longo dos meses, é possível conquistar a independência financeira rapidamente.

Portanto, o mercado de trabalho está favorável para quem atua como microempreendedor, ou seja, vale a pena investir nesse meio, inclusive para obtenção de renda extra de olho no pagamento de uma faculdade.

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