Com tantos idiomas no mundo, quem é poliglota acaba tendo uma baita vantagem para se dar bem no turismo, no lazer, nos estudos e no mercado de trabalho. Afinal, essa habilidade permite que você possa passear ou morar em inúmeros países e se comunicar com milhões de pessoas no mundo todo, sem dificuldades ou perrengues.

Porém, você já parou para refletir sobre o que faz de alguém um poliglota e como dá para se tornar um? Foi a partir dessas questões que montamos este post. Confira e tire suas dúvidas!

O que é poliglota?

Um poliglota nada mais é do que alguém que tem o domínio de falar e de se expressar em quatro ou mais idiomas — já contando, é claro, o idioma nativo de cada um.

Se for menos que isso, a pessoa recebe o nome de bilíngue (que tem fluência em duas línguas) ou trilíngue (que tem fluência em três línguas).

É uma característica bem mais simples do que parece, podendo ser aprendida por qualquer um e o melhor: de diferentes maneiras. Por exemplo, você se torna um poliglota ao:

  • fazer cursos em escolas de idiomas — que podem ser em grupo ou individual e, geralmente, separados por nível, faixa etária e objetivo dos alunos;
  • estudar por conta própria, estabelecendo um ritmo de leitura, escrita e pronúncia — que costuma ser testada por meio de gravações de áudio;
  • realizar um intercâmbio no exterior em uma instituição de ensino do idioma que oferece uma formação intensiva ao longo de algumas semanas ou mesmo meses;
  • morar em outro país, o que força a se comunicar e a interagir constantemente com nativos de acordo com os costumes e tradições linguísticas do local;
  • começar uma graduação em Letras em português e outro idioma, o que o leva a ter um contato constante com a literatura de outros países e, acima de tudo, com a fonética, a gramática e a morfossintaxe da língua escolhida.

Quais as características de um poliglota?

Esclarecido o que significa poliglota, vale a pena citar algumas características de quem tem essa habilidade. Para começar, é alguém que gosta muito de ler, escrever e gosta do português — já que é a partir do conhecimento aprofundado do próprio idioma que podemos entender e aprender os detalhes que diferenciam as demais línguas.

Além disso, é uma pessoa comunicativa, que se interessa por cultura e não abre mão de ter novas experiências fora do país, pois sabe que elas enriquecem muito o vocabulário e a capacidade crítica-reflexiva em novos idiomas.

o que é poliglota

Como ser um poliglota?

Está decidido a se tornar um poliglota e quer começar quanto antes? Então, é importante que você siga algumas dicas para tornar esse processo mais prático e eficiente. A seguir, anotamos quais são elas. Fique atento!

Tenha uma rotina fixa de estudos

Para começar, é importante que você tenha uma rotina fixa de aprendizado do idioma. Isso porque treinar uma vez num dia e outra vez só 15 dias depois, por exemplo, não é de muita serventia, concorda?

O mesmo vale para quem passa cinco horas lendo a gramática em um dia e no outro não passa sequer 20 minutos em frente aos livros.

A chave do sucesso é o equilíbrio entre a frequência e o ritmo. Por isso, monte um cronograma para ajudá-lo a se organizar. Uma boa sugestão é estudar três vezes por semana, sempre mantendo a duração de uma hora em cada sessão.

Assim, fica mais fácil manter fresco na mente o que foi lido, revisado e exercitado na última vez. Com isso, dá para continuar de onde você parou, recapitular algum ponto, se necessário, ou simplesmente se aprofundar em algum tópico ou assunto mais complexo.

Pratique bastante a conversação

O treino do idioma é fundamental para que você o absorva, entenda como usá-lo e consiga nomear objetos, pessoas, emoções e situações da mesma forma que um nativo.

Se você estuda coreano, por exemplo, e não conhece ninguém que fale essa língua na sua região, não desanime. Você pode utilizar a internet como aliada e fazer um curso de coreano online.

Basta ter em mente que existem aplicativos, plataformas EAD e redes sociais focadas na troca cultural e no ensino-aprendizagem de novos idiomas os quais você pratica a sua fluência tanto oralmente quanto na escrita.

Não force o aprendizado de um idioma

Outra dica importante é não forçar o aprendizado de um idioma. Explicamos: quando você se dedica a estudar uma língua que não é do seu interesse, as chances de isso dar certo e progredir são bem pequenas — e isso não é à toa.

Você se sentirá pouco motivado, começará a procrastinar as leituras e os exercícios, passará a comparar esse idioma com outros que julga mais fáceis e achará que tudo nele é mais difícil — da fonética à ortografia.

Portanto, não torne uma atividade que deveria ser prazerosa e divertida em algo que mais parece uma obrigação e que é super cansativo. 

O ideal é que você dedique o seu tempo a uma língua que provoque curiosidade e que seja útil de alguma forma para os seus interesses e necessidades, por exemplo, para os estudos, trabalho ou simplesmente lazer.

Foque em uma língua de cada vez

Se você já domina dois ou até três idiomas, já está adaptado a lidar com os desafios de uma nova língua.

Isso sem falar que, provavelmente, você já até deve ter um método de ensino para agilizar a memorização de novas palavras e as construções de frases em ordem ou sentido inverso àquele que usamos no português.

Contudo, se você só fala a sua língua nativa, aqui vai uma dica crucial: evite abraçar o mundo com as mãos. Essa é uma expressão clássica e que tem tudo a ver com esse cenário.

Afinal, é comum ver as pessoas se afobarem e tentarem aprender dois, três ou até mesmo mais idiomas de uma vez para otimizar o tempo. Isso não dará certo.

É muita informação para assimilar em tão pouco tempo. Lembrando que não é apenas ler a respeito deles, mas também praticá-los em diversos contextos, ok?

Outro ponto relevante é que dependendo da origem da língua (germânica, latina, eslava, árabe etc.), ocorrerão diferenças muito marcantes entre pronúncia, gênero das palavras, alfabeto etc. Por isso, o mais recomendado é focar em um idioma de cada vez.

Poliglotas: exemplos famosos no Brasil e no mundo

Ao redor do globo, não faltam referências de pessoas que são poliglotas. Alguém que domina essa arte é a Shakira que, sem dúvida, é um dos grandes nomes da música latina.

Para se ter ideia, ela manda bem no espanhol (que é a língua nativa dela), no catalão, no inglês, no francês, no italiano e, inclusive, no nosso português.

Já em território nacional, podemos mencionar um dos principais apresentadores e comunicadores da TV brasileira: Jô Soares. Fora o português, ele ainda fala fluentemente o italiano, o espanhol, o francês e o inglês.

Viu só como ser poliglota não é algo tão complicado quanto parece, apenas requer organização pessoal, estudo teórico e prática? Portanto, agora siga as nossas dicas e invista no aprendizado dos idiomas que despertam o seu interesse!

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